30 de nov de 2016

Compota de pêssego




                Compota de pêssegos é uma das mais deliciosas compotas de frutas.
                O sabor, a cor, a textura, a suavidade... tudo conspira a seu favor.
                E é tão simples de preparar que dá dó não ter pêssegos o ano inteiro.
                Como não?
                Prepare a compota conforme o passo a passo e você terá compotas para 1 ano de deleite.
                E com o benefício de usar as melhores frutas: a da estação correta.
                Frutos colhidos fora da estação não são tão saborosos, quanto os colhidos no tempo certo.
                Então aproveite a oferta e prepare as compotas.



                Ingredientes:

                - 1200 g de pêssegos frescos (procure as espécies de caroço solto);
                - 1 l de água;
                - 300 g de açúcar cristal;
                - potes de vidro esterilizados;
                - lacre termoencolhível;
                - secador de cabelo ou soprador de ar quente.

                Procure as espécies de caroço solto ou semi solto para poder cortar o pêssego ao meio, a menos que você prefira fazer compotas de pêssegos inteiros, mas ai acho mais difícil acondicionar nos potes.
                Pesquisei na internet e cheguei a esses nomes: maracotão branco, jewel, hall's yellow, elberta, nectarina, salto-caroço, salto-caroço branco, marengo.
                Confesso que por nome só reconheço a nectarina, que descobri que é uma mutação genética natural do pessegueiro, não é um híbrido criado em laboratório como muitos pensam.
                De qualquer forma certamente o vendedor de pêssegos saberá indicar as espécies de caroço solto.
                Lave muito bem os pêssegos e apenas na hora de prepará-los. A umidade na casca fará o pêssego apodrecer na fruteira. Então deixe para lavá-los na hora de preparar as receitas ou consumi-lo in natura.
                Use uma esponja nova e detergente neutro.


                Enxague em água abundante, descasque e corte ao meio, removendo os caroços.
                Se quiser, use os caroços para preparar licor.
                Misture a água e o açúcar e leve para ferver por 10 minutos.
                Junte os pêssegos limpos e cortados.
                Deixe cozinhar all dente. Lembre-se que os pêssegos continuarão a cozinhar mesmo fora do fogo, com a calda quente, e os potes, já com os pêssegos, serão fervidos também.
                Coloque os pêssegos dentro dos vidros já esterilizados (veja como, no final), acrescente calda até chegar quase na borda e tampe os potes.
                Usei potes com capacidade para 500 ml, de boca larga, e coloquei 6 metades de pêssegos médios em cada um.
                Depois de envasar todas as compotas coloque os potes dentro de um panelão forrado com pano de sacaria (use panos separados para isso), que permita que todos os potes sejam totalmente submersos em água. É este processo de esterilização que permitirá que você tenha pêssegos em compota por 1 ano.
                Encha a panela com água até cobrir totalmente os vidros e leve para ferver por 20 minutos contados a partir do início da fervura.
                Desligue o fogo, tampe a panela e deixe os potes esfriarem.


                Seque muito bem os potes e aplique o lacre termoencolhível.
                Os lacres termoencolhíveis são anéis de plástico vendidos em lojas e sites que vendem potes e garrafas de vidro. Eles vão proteger a tampa, evitando o risco de contaminação das conservas, e darão uma aparência de extremo cuidado e higiene, caso você queira presentear com compotas caseiras ou mesmo comercializá-las.
                Encaixe o lacre na tampa, ajustando de forma que fique um pouco mais de 1cm acima da tampa.
                Aplique o jato de ar quente ao redor de todo o lacre. À medida que recebe calor o lacre irá se ajustar à tampa, inclusive na parte inferior, protegendo o conteúdo. Décadas atrás esta proteção era dada com parafina derretida, em um processo muito trabalhoso e perigoso, já que a parafina é altamente inflamável.
                Uma outra maneira de aplicar o lacre é usando água fervente, mas não é o meu preferido. Sempre acho que vai ficar umidade no pote, o que é difícil de acontecer, já que o lacre fica bem justinho na tampa.
                Ferva água em uma panelinha ou frigideira profunda o suficiente para mergulhar todo o lacre.
                Encoste um lado do pote com o lacre na água quente e vá girando o pote até que todo o lacre esteja ajustado.
                Veja na segunda imagem abaixo como o lacre vai se ajustando.


                Depois que toda a parte superior do lacre estiver ajustada, coloque o pote, com a tampa para baixo, dentro da panela e espere alguns segundos, para que a parte inferior do lacre também seja ajustada.
                Seque bem a tampa e guarde o pote em um armário longe da umidade.



                Se você vai guardar os potes por muito tempo é conveniente que coloque alguma etiqueta informando a data de fabricação e a de validade. Assim você não correrá riscos e nem perderá suas compotas.
                As etiquetas podem ser simples, escritas à caneta, mas se você pretende presentear ou comercializar é melhor caprichar nas etiquetas.
                Estas eu fiz com uma aplicação de uma imagem de pêssegos ou que deixou a etiqueta meio irregular.
                Tive que imprimir em uma folha A4 adesiva inteira e recortar etiqueta por etiqueta.
                Como fiz poucos potes desta vez o trabalho compensou. Mas uma etiqueta com as bordas retas também pode ficar muito bonita.
                Há folhas de A4 adesivas já com as etiquetas cortadas. Basta preparar a base, inserir o texto e aplicar a etiqueta.
                Se você tem tempo, paciência e vontade recorte as etiquetas preparadas e aplique-as nos potes.


                Para vender, colocando o lacre e a etiqueta com as informações básicas já é o ideal.
                Mas se quiser valorizar seu produto e presentear com muito carinho, prepare touquinhas de tecido para seus potes.
                Escolha um tecido florido bem delicado ou liso, recorte discos cerca de 5 cm maiores que a tampa, usando uma tesoura de picotar.
                Cubra a tampa com os discos e segure com um elástico. Aproveite este momento para ajustar as preguinhas do tecido, deixando a tampa bem vestida.
                Amarre uma fitinha de cetim nº 1 e retire o elástico.


                Se quiser usar as bases que preparei, para potes de 500 ml, faça o download aqui. E se quiser as bases de etiquetas para vidros de 250 ml,  faça o download aqui e aqui. São 7 cores diferentes + documento word básico + um pequeno tutorial.
                Escolhi uma marca fácil de se encontrar em qualquer papelaria e escolhi o tamanho 5,58 x 9,90, entre as opções oferecidas pela marca, a Pimaco, para este tamanho de pote: 500 ml. Você pode comprar um envelope com 25 folhas (referência A4250) ou com 100 folhas (referência A4350) ou comprar as folhas avulsas.
                Se a papelaria de teu bairro ou cidade não tiver as folhas com as etiquetas já cortadas prontas para destacar, talvez seja necessário comprar a folha A4 inteira e recortar as etiquetas uma a uma. Foi o que fiz

               
               Quem acompanha o blog já viu estas instruções algumas vezes, mas nunca é demais frisar e não é trabalho nenhum, para mim, copiar e colar.
                Você pode reaproveitar potes de vidro já usados, mas NUNCA reaproveite as tampas.
                Seja no processo industrial, seja no processo artesanal, quando fervemos os vidros de conservas já cheios, a diferença de pressão dentro e fora dos vidros cria um vácuo que  ajusta a tampa ao vidro.
                Isso por si só já altera a tampa, de certa forma deformando-a.
                E quando abrimos o vidro, geralmente usando uma faquinha entre a tampa e o pote, deformamos mais um pouco a tampa.
                Essas deformações que nem sempre percebemos a olho nu impedem que a tampa volte a fechar hermeticamente uma segunda vez. As garrinhas da tampa já não vão fechar bem o pote. E geralmente estas tampas oxidam fácil depois de abertas.
                Consequentemente usando tampas já usadas, corre-se o risco dos potes abrirem durante o processo de esterilização depois de envasados, já que as garrinhas não vão segurar as tampas nos potes e corre-se o risco também de contaminação das conservas, seja pela oxidação das tampas reutilizadas, seja pelo mal fechamento.
                 Então vidros podem ser reutilizados? SIM.
                 Tampas podem ser reutilizadas? NÃO.
                 Lave muito bem os potes e as tampas que serão usadas, usando detergente neutro e uma esponja nova.
                 Coloque os potes e as tampas em um panelão que permita que tudo seja coberto com água. Os potes devem estar submersos completamente em água.


                Tampe e deixe ferver por 20 minutos contados a partir do início da fervura.
                Forre uma assadeira com um pano de sacaria ( que seja separado só para isso).
                Nos minutos finais de fervura dos potes escalde também a pinça que vai usar.
                Retire os potes da água com muito cuidado, escorrendo toda a água.
                Coloque os potes na assadeira forrada, com a abertura para baixo, para que os potes escorram bem.
                Coloque também as tampas e depois cubra tudo com outro pano de sacaria.
                Deixe esfriar e secar enquanto prepara a conserva.
Para ver outras receitas de compotas e genéricos acesse o Índice 3.



Print Friendly and PDF





Doe amor, doe VIDA! Doe medula óssea!
Clique na imagem abaixo e descubra onde:

Hemocentros


Nenhum comentário:

Sua opinião sobre o nosso espaço é muito importante.
Por isso sinta-se à vontade para registrá-la. Ou use esse espaço para tirar dúvidas ou deixar sugestões.
Seja sempre bem-vindo(a).