26 de jun de 2014

Torrone


Torrone 1

               Existem receitas que eu desejo fazer pelo menos uma vez na vida, seja porque são complicadas demais e as industrializadas são muito boas, seja porque são curiosas e exóticas para mim e, portanto, tentadoras e desafiadoras.
               O torrone é uma dessas receitas.
               Amo qualquer doce com amendoim e já que estamos em junho... festas escolares... friozinho... por que não?
               Como eu faço muito marshmallow, achei a receita muito fácil de fazer.
               Mas além do prazer de, finalmente, fazer a receita, o fato de levar tanto açúcar com certeza vai me impedir de fazê-la com regularidade.
               De qualquer forma, esta também é uma receita para se fazer junto com a criançada.
               Eles vão amar!!!!!




Torrone 2

                Ingredientes:

                - 3 copos (tipo americano) de amendoim torrado e pelado;
                - 5 copos (tipo americano) de açúcar refinado;
                - opcional: 1 1/2 copos (tipo americano) de mel ou glucose incolor;
                - 3 claras;
                - 1 copo (tipo americano) de água.

                Com o açúcar, o mel e a água faça uma calda em ponto de bala dura.
                Na verdade eu fiz apenas com o açúcar.
                Poderia ter feito glucose caseira e acrescentar, mas eu já sabia que o marshmallow com açúcar seria suficiente.
                A glucose ou o mel deixariam o torrone ligeiramente puxa-puxa, o que seria um atrativo a mais, mas a quantidade de açúcar para quem está no limite da pré diabetes, me levou a fazer uma receita menor e apenas com o açúcar refinado.

Torrone 3

                Quando começar a preparar a calda, já coloque um copo com água gelada no congelador.
                Quando se formarem bolhas grandes e que estouram mais lentamente na calda, pegue uma colher e despeje no copo com água hiper gelada.
                Junte a calda em um cantinho do copo formando uma bolinha.
                Retire a bolinha do copo e aperte-a.
                Se ela mudar de forma, está em ponto de bala mole. Deixe a calda mais um pouco no fogo.
                Se não mudar de forma, está no ponto ideal: de bala dura.
                Coloque as claras na batedeira e quando começar a espumar despeje a calda hiper quente, sem desligar a batedeira.
                 Continue batendo até a massa chegar na borda da tigela.
                 Acrescente todo o amendoim e continue batendo até o marshmallow açucarar.
                 Passe para uma forma ou pirex untados com óleo, alise a superfície, tampe ou cubra com filme plástico e leve para gelar por 30'.
                 Corte em pedaços e passe para um pote.



                 Os torrones industrializados têm duas camadas de hóstia, formando um sanduiche.
                 Eu até tentei fazer a hóstia seguindo uma receita que achei aqui.
                 A receita é deliciosa, mas como foi a primeira vez que fiz deixei dourar demais.
                 E como fiz dois dias antes de fazer o torrone, coloquei as placas na geladeira, mas não me preocupei em colocar um peso em cima para que não deformassem.
                 O resultado foi esse ai, uma canaleta muito crocante, que quebraria se eu tentasse acomodá-la sobre e sob a massa de torrone.

Torrone 4

                A massa é tão delicada e gostosa que fiz uns "copinhos" para colocar doces de ovos.
                E resolvi deixar a receita da hóstia para quem quiser experimentá-la.
                A propósito: as hóstias industrializadas são prensadas em máquinas próprias e não assadas em fornos a gás e a farinha usada é extra branca. Por isso, as hóstias caseiras dificilmente terão a cor tão branquinha das hóstias industrializadas.
                Mas podem ficar mais claras do que as minhas ficaram.
                É só vigiar bem o forno.


                Hóstias:

                - 50 ml de azeite;
                - 500 g de farinha de trigo refinada ou integral;
                - 250 ml de água;
                - sal a gosto.

                Ligue o forno a 170º C.
                Misture bem a farinha, o azeite e o sal.

Torrone 4

                 Sove muito bem a massa até que fique bem lisa e muito macia.
                 Coloque a massa em uma bacia, cubra com um pano e deixe descansar por 30'.
                 Abra a massa cuidadosamente, de preferência com os punhos fechados e, se a massa estiver bem sovada (ponto de véu), vai conseguir abri-la bem fina e quase transparente.
                 Corte a massa, usando um cortador do formato e tamanho que desejar (normalmente é redondo, mas eu usei uma folha de acetato).
                 Coloque as folhas de hóstia num tabuleiro levemente untado, com auxílio de um rolo, e coloque no forno já quente.
                 Se sentir dificuldade em transportar a massa cortada para o tabuleiro, abra a massa direto no tabuleiro emborcado e só então corte no formato desejado.
                 Verifique periodicamente se as hóstias já estão assadas, para que não corram o risco de queimar.
                 Se quiser guardá-las sem o risco de deformar, coloque as placas em um pote grande ou mesmo uma assadeira, embrulhando-as em filme plástico e colocando um peso por cima.
                 Ou coloque as placas de hóstia entre duas placas de plástico, destas usadas para cortar  alimentos que sejam do mesmo tamanho das hóstias e amarre com barbante, deixando assim até o dia em que for usar as placas.
                 Se for guardar em assadeira, use uma outra assadeira ligeiramente menor para servir de peso.
                 E se quiser fazer as casquinhas para encher com doce, corte discos de massa e ajeite estes discos sobre forminhas de empada ou de bombocado.


Torrone 5

                Coloque as forminhas sobre uma assadeira e leve para assar.
                Desenforme e recheie a gosto.
                Repare na última imagem, uma forminha com a massa mais escura.
                Esta última forminha foi feita com a massa mais grossa.
Para ver outras receitas de doces de cantina e genéricos acesse o Índice 3.




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